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PROVINCIA NOSSA SENHORA RAINHA ANGOLA-SAO TOME PRÍNCIPE-MOÇAMBIQUE |
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Misión |
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Comunidade Teresiana de Viana – LUANDA Foi pelo ano de 1989 quando, a então Superiora de Luanda, Irmã Mercedes Gómez, que acabava de ser mestra de Juniores em Huambo, onde teve a oportunidade de apalpar as dificuldades que aquela cidade tinha para a formação das jovens Irmãs, que apresentou à Superiora Provincial, Irmã Mafalda Nanjulia, para lhe dizer que os Padres da Boa Nova, que andavam à procura de terreno para edificar o seminário da sua Sociedade, tinham encontrado um mas demasiado vasto para o que eles pretendia mas quem o vendia não estava disposto a dividi-lo. A ideia era tentadora, pois o lugar agradava, e também o terreno. Já há muito tempo que se vinha acalentando o sonho de levar o JUnlorado para a Capital ou perto dela pois as Irmãs, quase na totalidade do Sul, passavam todo o tempo de formação sem saírem da sua zona de origem e também porque em Luanda havia maiores possibilidades de estudos do que no Huambo Como sempre, e sobretudo nos anos da guerra, o problema era o dinheiro para a compra. Enquanto se decidia sobre a solução a tomar, os da Boa Nova acharam que era melhor eles ficarem com o terreno todo. Isto ainda estimulou mais as Irmãs pois viam que não se devia perder tal oportunidade. Posto o problema à Direcção Geral, abriram-se todas portas com a maior das generosidades e o terreno adquiriu-se. Ficou-se à espera da paz, que nunca mais chegava, para pensar na construção e o sonho ia ganhando forma. Assim chegamos ao ano de 1993. A dureza da terrível batalha suportada em Huambo e a falta de comunicação total em que estivemos, obrigou a transferir a Casa Provincial das Cacilhas e o Juniorado do Canhe para a Casa de Luanda. A comunidade abriu generosamente as portas mas a falta de espaço e o calor de Luanda faziam ver que a situação não se podia prolongar. Mais uma vez o Governo Geral providenciou para que a obra se pudesse realizar. A empresa portuguesa de construção de Soares da Costa encarregou-se em boa hora e daí resultou a bela casa que hoje podemos desfrutar. As obras fizeram-se com rapidez. E assim, no dia 20 de Novembro de 1995 fundou-se esta Casa Provincial e Juniorado. A erecção foi feita pela M Geral Sílvia Casado Alverdi. O Bispo que autorizou a fundação foi o Auxiliar de Luanda D. Damião Franklin. Integraram a comunidade fundadora as Irmãs: Juliana Fuva, Provincial; Florentina Chambula, Superiora local e Mestra de Juniores, Maria Rosa Sánchez, Ecônoma Provincial; Joaquina Lupale e Teresa Kalende, de Votos Perpétuos; e as Irmãs Juniores: Lurdes Emília Rosa, Ermelinda Ndepeta, Margarida Tchitalala, Maria Rosalina Praia e Natália Valentina Viti. Outros membros da comunidade são: Maria Laura Azpilicueta, Secretária Provincial e África Alcaõiz, que na data da fundação encontravam-se em Espanha. Louvamos ao Senhor por tanto bem recebido e toda a comunidade está animada a trabalhar por ser uma comunidade acolhedora onde todas as Irmãs da Província se sintam bem e também por ser uma comunidade Educativa donde saiam para Angola e para todo o Mundo autênticas apóstolas do Reino de Cristo, mediante o zelo pelos interesses de Jesus. No dia 24 de Novembro, depois de alguns dias sem a presença do Senhor, porque a capela ainda não reunia condições, foi celebrada a primeira Eucaristia pelo P. António Valente Pereira, Pároco da nova Paróquia- Nossa Senhora da Boa Nova, da qual pertencemos. Como acontece com todas as fundações, também aqui: tínhamos casa nova, grande e bonita mas sem mobília. Nestas condições visitou-nos D. Félix dei Blanco Prieto, na altura Delegado Apostólico e nosso grande amigo e benfeitor. Dele guardamos gratas recordações. Graças à sua generosidade foi possível comprarmos mobília para as salas, refeitório e escritórios. Logo que chegamos nesta área, demos - nos conta da quantidade de crianças nas ruas sem escolaridade. Havia apenas uma escola para a zona da Estalagem. Iniciamos a dar aulas debaixo das mangueira, assim como numa das varandas da nossa casa e mais tarde impovisaram-se umas duas salas nos velhos galinheiros que ficaram a depender da única escola que havia na área, enquanto se faziam diligências para a construção da escola nossa. Depressa se procedeu à construção da actual Escola Teresiana com a ajuda da ONG INTERMON. Em Março de 1997 iniciaram-se as aulas de Primária na nossa nova escola. Embora sem acabar a construção decidimos iniciar as aulas a fim de que crianças e professores não perdessem o ano lectivo. No mesmo ano terminou-se definitivamente a construção da Escola. Desde essa altura a nossa Escola começou a funcionar bem e com força. A população está contente com a Escola Teresiana de Viana. Foi ampliada com a ajuda de MANOS UNIDAS E GOVERNO VASCO, para que os alunos possam sair daqui pelo menos com a 8a classe feita. Atende-se sobretudo gente deslocada. Inclusive os professores e todo o pessoal auxiliar são na sua maioria pessoas deslocadas de guerra. As Irmãs dedicam-se com empenho. Para além das aulas às crianças e adultos em três turnos, da Pré-escolar à 81 classe, temos também a parte profissional: Dactilografia, Informática, Corte e Costura, Culinária, juntamente com a formação moral e cristã. Aposta-se bastante na formação dos professores. Na pastoral paroquial a comunidade colabora na formação dos jovens, na liturgia, na catequese das crianças, nos cursos de formação de catequista, MTA e visitas aos doentes do bairro. Em 2001, o Juniorado passou para Luanda e as Pré-noviças passaram para esta comunidade. Actualmente é formada pelas seguintes Irmãs: Florentina Chambula, Provincial; Juliana Wandi, Superiora; Maria Laura Azpilicueta, Secretária Provincial; Maria Dolores Idoate, Ecônoma Provincial; Ana Maria Agorreta, Prefeita de Educação, Domingas Luzia, Responsável das Pré-noviças, INPS Gueve, Maria Teresa, Teresa Kalende, Amélia Paula Jacinta, Felicidade Buzi, Ermelinda Ndepeta, Maria de Fátima Kapingala, Angelina Kawape, Angelina Nihova Paulino e as duas Pré-noviças Juliana Wandi e Florença Jinga. Algumas Irmãs são também estudantes. A comunidade tem sempre a casa para acolher todas as Irmãs da Província que passam; missionários que querem fazer retiro ou mesmo descansar, assim como leigos também. Da mesma forma, também está aberta a nossa escola para os serviços da nossa paróquia e de outras que precisam de um espaço de silêncio: encontros, reuniões e retiros de grupos de catequistas, jovens, casais e de outros movimentos apostólicos. Comunidade Teresiana de Luanda (Paróquia de Santa Ana) – LUANDA No ano lectivo de 1967 l 1968, pela primeira vez as Irmãs Teresa Torne e Generosa Iturri fixaram-se nesta cidade capital, tendo como fim principal melhorar a preparação profissional. Como não havia casa própria, as Irmãs ficaram hospedadas na casa das Irmãs do SS. Salvador. Desde o primeiro momento começaram a dedicar-se a auxiliar os doentes do Muceque da Samba, catequese e outras actividades. No ano seguinte juntaram-se outras Irmãs com a mesma finalidade. Como o número foi aumentado, viu-se a necessidade de alugar uma casa e formar comunidade com as Irmãs Generosa Iturri, Teresa Tomé, para o curso Geral de Enfermagem; Maria de Lurdes Oliveira, Magistério Primário ; Adelina Sã, o curso de Monitora Infantil; e Maria Teresa López, o de Assistente Social. Passaram o ano sujeitando-se a alguns sacrificios próprios de uma fundação. A casa era muito pequena, ficava distante da Igreja, das escolas e de casas comerciais. Todas saíam muito cedo. Às 13 horas chegavam as primeiras Irmãs e a partir desse momento começavam a preparar o almoço e às 15 hora o mais tardar todas já tinham de estar nos estabelecimentos de ensino. Durante algum o almoço passou a vir de uma pensão, por ser quase impossível poder prepará-lo. No meio de tudo isto, dizem as Irmãs que " levavam uma vida de alegria e satisfação ". As Irmãs estudavam e faziam tudo o que estivesse ao seu alcance. O Sr. Arcebispo D. Manuel Nunes Gabriel insistia com as Irmãs para a fundação de uma casa. O desejo foi conseguido com a visita da Madre Geral a esta Província, em Outubro de 1970. O problema não era de fácil solução, visto que o local do trabalho apostólico desejado elo Sr. Arcebispo se encontrar muito distante da residência das Irmãs. Entretanto foi se procurando uma casa com bastante urgência. No dia 1 de Janeiro de 1971 foi a entrada oficial nesta Diocese de Luanda , tendo como missão principal, para além de estudar: - Prestar toda a possível colaboração ao pároco na catequese, na liturgia e nos vários movimentos paroquiais já existentes ou viessem a fundar-se; Promoção e assistência às mulheres e raparigas, sobretudo às africanas, residentes na Paróquia de Santa Ana, tanto na sede como nos bairros próximos que a formavam. Na missa dominical as Irmãs foram apresentadas à Assembleia paroquial. Foram visitadas muitas vezes pelo Sr. Arcebispo, bem como o Bispo Auxiliar D. André Muaca, o pároco e outros missionários, todos mostrando-se contentes com a nova fundação. No dia 5 de Fevereiro, com a celebração da primeira missa, ficou o Senhor em casa.. Em Janeiro de 1973 passaram a residir aqui as Irmãs Juniores que, além da formação também estudavam. Em Agosto de 1974, começaram os distúrbios sobretudo nos muceques: muitos tiros, às Irmãs Dominicanas do Casequel puseram duas granadas e cartas anónimas para saírem, um carro no qual vinham as Irmãs e o Padre foi apedrejado; muita agitação nas ruas; algumas Irmãs não puderam regressar a casa por terem terminado o trabalho muito tarde. É o começo de toda uma situação de violência a gerar insegurança, pânico e medo. No ano seguinte registaram-se muitas mortes e ameaças. A situação não era nada favorável. Muitos missionários e entre eles algumas Irmãs Teresianas começaram a deixar Angola. Em Julho desse mesmo ano, a Ir. Provincial ordenou que as Irmãs saíssem de Luanda, pois a situação não oferecia segurança. A casa ficou entregue a uma família que se comprometeu a ocupá-la, afim de a conservar e entregar às Irmãs no seu regresso. Este aconteceu em Abril de 1976. Como a família se recusasse a sair de casa, as Irmãs foram residir no apartamento paroquial, onde não havia luz nem água. As Irmãs só puderam residir em casa a partir do dia 18 de Maio. Os anos foram passando e a guerra foi deixando as suas marcas. Uma breve era de Paz se experimenta e com ela eleições presidenciais acontecem pela primeira vez. Uma nova guerra e desta vez na própria cidade. Os deslocados foram aumentando. Muitas crianças sem escolaridade na área da Paroquia de Santa Ana. Começa-se a campainha da alfabetização que levou a abrir umas salas de aulas. Pouco a pouco surgiu a Escola Paroquial, onde, para além de assumir a Direcção as Irmãs dão aulas até ao momento presente. A mesma situação e guerra fez com que um grupo de 7 jovens fizessem aqui o Pré-noviciado e as Juniores. Actualmente formam comunidade as seguintes Irmãs: Teresa Raquel Rafael, Mafalda Nanjulia, Alice Essenje, Esperança Ninhole, Maria do Rosário Pelágio Tchikwama, Susana Ndembele, Ana Maria Trindade Luís e as Irmãs Juniores Delfina Catanha, Elza Jessica Viegas Filipe do Sacramento, Valentina Benguela e Inicência Lianga. A comunidade está presente na Escola, atende o cartório paroquial, a pastoral catequética e juvenil, aos grupos de diferentes movimentos apostólicos, MTA, CEAST.
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